O mundo gira, a bola rola, as pessoas se movimentam. É inegável este fluxo em que tudo está em constante transformação. Unidos ou separados, conectados ou offline, o fato é que o mundo é, literalmente, uma bola. Vimos isso com o advento da Copa do Mundo. Quantas culturas estavam lado a lado, no campo, na arquibancada, nas ruas dos Estados Unidos, México e Canadá. Como foi bom torcer por Vozinha, cantar “Wonderwall”, remar e fazer o sonoro “Wrum”, gritar “Olé!”, ouvir hinos com letras e ritmos diferentes, ver o recolher do lixo nas arquibancadas. Isso sobrepõe o que já achava superado, como a ignorância de alguns que se se sentem superiores por questão da cor da pele. Afora questões de reconhecer derrotas e cumprimentar adversários. Como escrevemos, isso é algo bem inferior aos gestos demonstrados de que o mundo é conectado pela alegria, pela dedicação e disciplina, e por estar juntos. E que venham mais competições que consagram a união dos povos. Competir, mas com respeito. Divergir, mas com conversa.