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Ajuda psicológica para pais e mães
Mães e pais sempre tentam fazer o melhor que podem:
direcionam tempo, energia, esforços e afeto para o bom desenvolvimento dos seus
filhos. Observam, escutam, brincam, respeitam o ser em desenvolvimento; se
dedicam a acompanhar o dia a dia das crianças ou adolescentes ao máximo, os
educam com amor e com os limites necessários; dialogam, sabem dizer “não”
quando é preciso, ensinam o que é certo, transmitem valores. A parentalidade
exercida de forma espontânea e natural, dedicada e amorosa, num aprendizado
constante entre erros e acertos, é de certa forma, a ideal.
Entretanto, lembramos uma questão delicada que boa
parcela das famílias enfrenta hoje em dia: vivemos num tempo de “pouco tempo”-
porque há tanta atividade sendo feita - e de “pouca atenção”. Neste cenário,
propício a menos encontros reais, poucos limites e vínculos frágeis, podemos dizer
que o exercício da parentalidade está mais longe de chegar ao ideal.
De qualquer modo, quando tudo parece estar bem na
criação dos filhos, os pais nem precisam se questionar a respeito, não é mesmo?
Porém, quando as dificuldades vêm à tona, surgem questões sobre como estão
administrando a vida em família, o quanto estão se dedicando com tempo e
qualidade para os filhos, ou questões conflituosas do casal, até mesmo de um ou
outro progenitor em especial. Muito comum é que diante das dificuldades com os
filhos, os pais e as mães se encham de culpa, ou projetem as críticas e
responsabilidades um sobre o outro.
Ao buscarem ajuda psicológica, seja a mãe que tenha
tomado iniciativa, ou o pai, ou o casal em si, com certeza já refletiram,
discutiram os problemas, tentaram por seus próprios meios algumas soluções que
não deram resultados satisfatórios, e, não raro, já estão até cansados. É um
momento delicado que temos que acolher junto à família.
A escuta psicanalítica abre um espaço de sustentação para as narrativas, sem julgamentos ou preconceitos ao modo de ser e de viver de cada um. Num ambiente de confiança, de tempo e de atenção, podem emergir as questões mais sensíveis e profundas, por onde serão encontradas novas vias de entendimento a partir das questões surgidas na criação ou no relacionamento entre pais/mães e filhos. Consequentemente, surgem novas maneiras mais saudáveis de lidarem com os problemas apresentados.
Maiga Sabo Sandri
Psicóloga e Psicanalista
CRP
07/07240